11/09/2014

A MEMÓRIA NOS LIVROS: A COR DAS COISAS FINDAS (3)






    O cenário é uma biblioteca - num prédio antigo - que está ameaçada, levando alguns adolescentes a investigar o desaparecimento de partes da cidade. Esses estranhos acontecimentos os colocam na mira de vampiros, e as descobertas começam: desaparecem os morros, o rio torto, os prédio antigos. Sim, “alguém está apagando a cidade!” Serão vampiros?

   A contracapa nos informa, modestamente, que esta história “revela o valor da leitura e a importância que os livros podem ter”. Mas há uma reflexão ainda maior: a perda do Patrimônio Cultural da cidade que se modifica por um crescimento que lhe toma os prédio antigos; os rios tortuosos, agora canalizados numa reta infinita; os morros destruídos pelas pedreiras; as árvores nativas pela exploração imobiliária.

     Então, “se houver mesmo alguém vampirizando a cidade ao invés de sangue humano, vai sugando morros, ruas, prédios, tudo. No final habitaremos uma cidade vazia, sem passado. Sem cor. Afinal qual será a cor da memória? Qual a cor das coisas findas, das coisas sumidas da nossa mente?” pergunta a personagem.

   É preciso uma resposta. Talvez a cor dependa do patrimônio cultural que pudermos deixar para as futuras gerações. Por isso a importância das bibliotecas, dos arquivos, dos museus, dos centros culturais, das edificações históricas, dos parques naturais para que o passado não desapareça, também, da memória dos cidadãos.


Leitura mais do que recomendada para nossas crianças e adolescentes!

05/09/2014

PALESTRA SOBRE O PADRE LANDELL DE MOURA


    No próximo dia 11 de Setembro, quinta-feira, às 19 horas, na Sala Alberto André, o MUSEU DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA, Rua dos Andradas esq. Rua Caldas Júnior, estará promovendo, por ocasião do seu 40º aniversário, uma palestra sobre a vida e obra do ilustre inventor Padre-cientista Roberto Landell de Moura, aberta ao público.

      O palestrante será o pesquisador Ivan Dorneles Rodrigues, diretor do Memorial Landell de Moura.

04/09/2014

A MEMÓRIA NOS LIVROS:As memórias do livro (2)









    Um livro único, desaparecido durante a guerra da Bósnia, volta à vida quando uma talentosa restauradora de documentos, especialista em pergaminhos e livros medievais,  desvenda seus enigmas. Uma asa de inseto, manchas de vinho, um pelo branco, cristal de sal são pistas que vão reconstruir as memórias desta Hagatá - um livro de Páscoa Judeu -, que contém ilustrações, contrariando a tradição que proíbe imagens do sagrado.


   O resultado é uma aventura que fala da história como disciplina e dos suportes que a contêm, passando por  reflexões sobre o  trabalho de restauração documental. Nas palavras da personagem:







“ Restaurar um livro ao que ele era quando foi feito é falta de respeito por sua história. Penso que temos de aceitar um livro da maneira como o recebemos das gerações passadas; e, até certo ponto, os danos e o desgaste refletem essa história. Do modo como vejo, meu trabalho é torná-lo estável o suficiente para que possa ser manuseado com segurança e estudado, só consertando o que for absolutamente necessário.” 












02/09/2014

PROJETO O ARQUIVO VAI À ESCOLA



Até o final do ano, a história da EMEF Mariano Beck  estará em vários suportes para ser disponibilizada a todos os alunos e à comunidade.





Fontes Documentais sobre Lupicínio Rodrigues


                                                                                                           


Prezados leitores!

         
      Neste mês de setembro, no dia 16, comemoramos o centenário do nascimento do compositor Lupicínio Rodrigues.O Arquivo Histórico  de  Porto  Alegre  Moysés Vellinho  possui, em    sua hemeroteca, clipagens de jornais e exemplares  da  Revista do Globo, com notícias sobre o famoso compositor gaúcho, autor do hino do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Abaixo, apresentamos duas imagens de algumas dessas notícias.


Até a próxima semana!

Equipe do AHPAMV

















27/08/2014

A MEMÓRIA NOS LIVROS:A Análise e o Arquivo (1)













       A história é possível sem arquivos? Elisabeth Roudinesco, reconhecida historiadora e psicanalista francesa, convoca-nos, em seu livro “A Análise e o Arquivo”, para refletir acerca destas e de outras questões em torno do conceito de arquivo. Dividido em três partes, o livro é o arquivo escrito de conferências pronunciadas pela autora no auditório da Bibliotèque Nationale de France, em Paris, no ano de 2001. No primeiro capítulo, Roudinesco discute os polêmicos processos de arquivamento e interpretação dos Sigmund Freud Arquives (EUA) e, ainda, a posição ocupada nesse contexto pelos museus freudianos de Viena e de Londres. Em seguida, investiga as implicações da tradição oral na obra de Jacques Lacan. Por fim, são examinados os diversos arquivos referentes ao “culto de si e as novas formas de sofrimento psíquico”. Questões que, da forma como são colocadas pela autora, possuem interesse para além da psicanálise. Trata-se de uma leitura destinada a todos aqueles que desejam pensar de forma crítica sobre a situação atual da cultura em geral, especialmente no que se refere às formas de subjetivação contemporâneas. Nesse sentido, o arquivo é tomado como suporte e fio condutor fundamental. Frente à complexidade e interdisciplinaridade suscitada pela questão do(s) arquivo(s), o tema é abordado através da combinação entre erudição e clareza já características da autora. Boa leitura! 









Sander Machado da Silva
Psicanalista em formação pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA). Psicólogo. Especialista (Residência Multiprofissional).





                                                       


                    Prezados(as) leitores(as)

                   
     A partir desta semana, iniciamos uma série de resenhas  de livros  que    abordam a questão da memória e a materialização desta nos arquivos, em diversas áreas da cultura. A resenha de hoje é sobre a psicanálise e os arquivos, tema  pouco ou nada debatido nas instituições arquivísticas em geral, numa brilhante contribuição do nosso novo colaborador, Dr. Sander Machado, a quem agradecemos em nome da equipe do AHPAMV. A publicação resenhada não faz parte  do nosso acervo bibliográfico, mas se inclui na nossa divulgação pela relevância do tema e pelo valor  que agrega ao universo dos arquivos históricos.



                                      

                      Atenciosamente


                           


                         Equipe do AHPAMV


  















25/08/2014

NORMAS PARA USO DOS DOCUMENTOS






    O acervo documental sob a guarda permanente do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho está disponível ao público em geral nos horários de atendimento. Para que os documentos sejam preservados e, ao mesmo tempo, acessados, é indispensável o cumprimento de normas de conservação que abrangem,não só cuidados ambientais(temperatura e umidade controladas) e de arranjo (materiais adequados para guardá-los), como também cuidados de manuseio durante a pesquisa. Por isso, estamos divulgando  um manual com normas  de  uso do material arquivístico, pois a responsabilidade pela preservação documental inclui o usuário.


 

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