27/08/2014

A MEMÓRIA NOS LIVROS:A Análise e o Arquivo (1)













       A história é possível sem arquivos? Elisabeth Roudinesco, reconhecida historiadora e psicanalista francesa, convoca-nos, em seu livro “A Análise e o Arquivo”, para refletir acerca destas e de outras questões em torno do conceito de arquivo. Dividido em três partes, o livro é o arquivo escrito de conferências pronunciadas pela autora no auditório da Bibliotèque Nationale de France, em Paris, no ano de 2001. No primeiro capítulo, Roudinesco discute os polêmicos processos de arquivamento e interpretação dos Sigmund Freud Arquives (EUA) e, ainda, a posição ocupada nesse contexto pelos museus freudianos de Viena e de Londres. Em seguida, investiga as implicações da tradição oral na obra de Jacques Lacan. Por fim, são examinados os diversos arquivos referentes ao “culto de si e as novas formas de sofrimento psíquico”. Questões que, da forma como são colocadas pela autora, possuem interesse para além da psicanálise. Trata-se de uma leitura destinada a todos aqueles que desejam pensar de forma crítica sobre a situação atual da cultura em geral, especialmente no que se refere às formas de subjetivação contemporâneas. Nesse sentido, o arquivo é tomado como suporte e fio condutor fundamental. Frente à complexidade e interdisciplinaridade suscitada pela questão do(s) arquivo(s), o tema é abordado através da combinação entre erudição e clareza já características da autora. Boa leitura! 









Sander Machado da Silva
Psicanalista em formação pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA). Psicólogo. Especialista (Residência Multiprofissional).





                                                       


                    Prezados(as) leitores(as)

                   
     A partir desta semana, iniciamos uma série de resenhas  de livros  que    abordam a questão da memória e a materialização desta nos arquivos, em diversas áreas da cultura. A resenha de hoje é sobre a psicanálise e os arquivos, tema  pouco ou nada debatido nas instituições arquivísticas em geral, numa brilhante contribuição do nosso novo colaborador, Dr. Sander Machado, a quem agradecemos em nome da equipe do AHPAMV. A publicação resenhada não faz parte  do nosso acervo bibliográfico, mas se inclui na nossa divulgação pela relevância do tema e pelo valor  que agrega ao universo dos arquivos históricos.



                                      

                      Atenciosamente


                           


                         Equipe do AHPAMV


  















25/08/2014

NORMAS PARA USO DOS DOCUMENTOS






    O acervo documental sob a guarda permanente do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho está disponível ao público em geral nos horários de atendimento. Para que os documentos sejam preservados e, ao mesmo tempo, acessados, é indispensável o cumprimento de normas de conservação que abrangem,não só cuidados ambientais(temperatura e umidade controladas) e de arranjo (materiais adequados para guardá-los), como também cuidados de manuseio durante a pesquisa. Por isso, estamos divulgando  um manual com normas  de  uso do material arquivístico, pois a responsabilidade pela preservação documental inclui o usuário.


22/08/2014

Guerra do Paraguai:como lutavam as mulheres

    


   A historiadora Hilda Hübner Flores   oferece aos leitores um olhar feminino sobre as guerras, especificamente  sobre a Guerra do Paraguai. A história que ela nos conta  supera a questão da mulher que espera o homem voltar (ou não) vivo da guerra. As mulheres descritas são as que superam  os limites domésticos,que têm um papel ativo de sustentação coletiva, mesmo por entre os destroços de uma guerra,alimentando,costurando,amando e  cuidando dos feridos.

        Torna-se necessário  identificar  a diversidade de funções femininas durante os combates. Segundo a autora, as mulheres, durante a Guerra do Paraguai  foram exemplos de resistência, destacando-se por características distintas:






NO BRASIL:

1-As desbravadoras e fugitivas- foram as moradoras nas regiões da fronteira Brasil-Paraguai, vítimas de
  invasões e sequestros, de parte dos governos paraguaios,por interesses expansonistas;

2-As voluntárias da pátria:

a)as  patriotas-que preparavam os filhos para a guerra;

b)as vivandeiras-(que negociavam víveres) eram companheiras dos soldados brasileiros,lavadeiras, cozinheiras e prostitutas ou comerciantes de alimentos,com ou sem filhos, que formavam um exército 
desarmado constituído de mulheres e crianças;

c) as enfermeiras-  trabalhavam mais por espírito humanitário que preparo profissional. Destaque para Ana Néri,que conhecia chás medicinais(para ingerir,fazer compressa ou para banho).Precursora   da Cruz Vermelha Brasileira e patrona da Enfermagem;

d) as costureiras do Exército- costuravam os uniformes dos soldados para sustentar os filhos.

No Paraguai:

a) as agregadas- versão paraguaia das vivandeiras 

b) as residentes- eram as  seguidoras espontâneas dos soldados de Solano López,formando um exército paralelo   de mulheres e crianças;

c) as destinadas-eram as    condenadas  ao degredo perpétuo e morte por inanição,por supostas infidelidades  a Solano López, de parte delas próprias, seus maridos ou parentes.

.   
   


 A autora  se propõe a dar visibilidade à condição da mulher nas guerras, como diz a Introdução(pg. 08):

  O aspecto social, a inserção da mulher,a dedicação cívica que dela se esperava,
a muitas vezes gigantesca tarefa anônima  na retaguarda, a reconstrução em que ela
é inserida permanecem inaudíveis no discurso oficial.


Fonte: FLORES,Hilda Agnes Hübner.Mulheres na Guerra do Paraguai.Porto Alegre:
                 EDIPUCRS,2010             



Esta publicação está disponível para pesquisa  no Acervo Biliográfico do AHPAMV





11/08/2014

FOMENTO À CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ARQUIVOS PÚBLICOS MUNICIPAIS


    Este documento tem como objetivo principal informar e sensibilizar as autoridades públicas municipais e também os cidadãos acerca da importância dos arquivos públicos para a boa governança, construção da memória e preservação da identidade histórica e cultural da comunidade local, bem como, ressaltar a importância da implementação de programas de gestão de documentos e informações públicas no âmbito das prefeituras e das câmaras de vereadores, com a finalidade de apoiar os municípios brasileiros a tornar a administração pública municipal mais transparente e eficaz, garantindo dessa forma o direito de acesso às informações e servindo como instrumento para o exercício pleno da cidadania.

Para maiores informações, acesse a página: http://www.conarqarquivosmunicipais.arquivonacional.gov.br http://www.conarqarquivosmunicipais.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm

ATENÇÃO!!!! ARQUIVO ABRE NO PRÓXIMO SÁBADO


               Prezados(as)  leitores(as)




Conforme cronograma de atendimento nos sábados, abriremos o AHPAMV para pesquisa no próximo 



     16    de    AGOSTO 

    8h30min      às 12h                



O agendamento deve ser feito até o meio-dia da sexta-feira anterior(dia 15), exclusivamente por estes contatos:

06/08/2014

IV CURSO DE PRESERVAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL


05/08/2014

FUNDO HEMEROTECA -1 00 anos da 1ª Guerra Mundial


 Prezados leitores



 
 Neste mês de agosto, lembra-se do início da 1ª Guerra Mundial em 1914, há exatos 100 anos.
    
  Aqui no Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, nossa hemeroteca possui exemplares de jornais que noticiaram os eventos daquele período. São eles os jornais O Independente e A Federação, conforme divulgamos nas imagens abaixo. 



Até a próxima semana!


Equipe do AHPAMV






















 

© 2009AHPAMV | by TNB